Aula 01 Capitania de Goyaz

TEMA: Capitania de Goyaz

 

Nossa aula presencial foi

1ºA:

1ºB:

1ºC:

3ºA:

3ºB:

3ºC:

3ºD: sexta-feira, 18/02/2022; retomada em 25/02/2022

UNIDADE TEMÁTICA:

 

 

HABILIDADE(S) NA BNCC:

(EM13CHS204) Comparar e avaliar os processos de ocupação do espaço e a formação de territórios, territorialidades e fronteiras, identificando o papel de diferentes agentes (como grupos sociais e culturais, impérios, Estados Nacionais e organismos internacionais) e considerando os conflitos populacionais (internos e externos), a diversidade étnico-cultural e as características socioeconômicas, políticas e tecnológicas.

 

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM NO DC-GO:

(GO-EMCHS204D) Conhecer as tecnologias cartográficas, por meio de imagens de satélites, mapas geográficos e históricos (escala e/ou projeções cartográficas) para espacializar países, fronteiras, territórios e a disputa pela hegemonia de poder entre as nações na geopolítica atual.

 

CONTEÚDO:

A produção do espaço político: Introdução à História de Goiás, Formação étnico-racial e cultural da sociedade goiana.

 

METODOLOGIA:

O objetivo dessa aula é apresentar aos alunos a importância de conhecer a cultura goiana. Para tanto, nos serviremos de aula expositiva motivada pelas seguintes questões: Questões norteadoras da aula.

Visita virtual aos monumentos da Praça Cívica ou Praça Dr. Pedro Ludovico Teixeira.

Apresentar tanto o monumento das três raças o cavaleiro.

O que foi o movimento das Bandeiras?

Nome e data da possível primeira Bandeira que chegou em GO.

Nome e data da possível segunda Bandeira que chegou em GO.

Nome, data e local da Bandeira que se fixou inicialmente em GO.

Época e atividade do contexto de surgimento de GO no contexto brasileiro.

Época da independência da Capitania de GO.

Capitania que GO pertencia inicialmente.

Visita virtual ao monumento do cruzamento da Av. Goiás com a Av. Anhanguera.

Sequência de nomes do local original de fixação da Bandeira em GO.

Na sequência:

O objetivo dessa aula é prosseguir na exposição das questões introdutórias da história de Goiás até o contexto da mudança da capital de Cidade de Goiás para Goiânia. Para tanto nos serviremos de leitura de texto impresso e resolução de questões acerca da temática da aula.

 

MATERIAL:

A História de Goiás iniciou quando o Anhanguera encontrou ouro às margens do Rio Vermelho e fundou o Arraial de Sant’Anna no século XVIII.

 

Com o movimento das Bandeiras acentuado no século XVIII, a região do interior do Brasil, mais conhecido como Sertão ou Hinterland, passou a ser ocupada pelos bandeirantes. As Bandeiras tinham como principais objetivos tanto a procura de povos indígenas para escravizar quanto a busca por metais preciosos (ouro, prata).

 

Na década de 1690 os Bandeirantes conseguiram encontrar ouro na região que posteriormente foi chamada de Minas Gerais, outra localidade onde o ouro foi explorado, no ano de 1719, foi no povoado de Cuiabá (capital do atual Mato Grosso), sendo assim, os Bandeirantes logo pensaram no território que se encontrava entre Minas Gerais e Cuiabá (futuro Goiás). Os Bandeirantes também conseguiram encontrar e explorar esse valioso metal preciso na região entre as duas minas de ouro.

 

No ano de 1682, o sertanista (bandeirante) Bartolomeu Bueno organizou uma Bandeira rumo ao sertão brasileiro; com seu filho de 12 anos de idade rompeu mato adentro e chegou ao interior do Brasil.

 

Com a morte de Bartolomeu Bueno (tanto a data quanto os motivos da morte do bandeirante são imprecisos), seu filho Bartolomeu Bueno da Silva tentou refazer a expedição de seu pai cerca de 40 anos depois, em 1722. O Anhanguera, como ficou conhecido Bartolomeu Bueno da Silva, conseguiu encontrar e explorar ouro nas margens do Rio Vermelho em 1725. Primeiramente fundou o povoado da Barra e depois o Arraial de Sant’Anna, com a grande quantidade de ouro que foi extraído das minas, o Arraial, por sua importância econômica para a Coroa Portuguesa, foi elevado à categoria de Vila, e em meados de 1750 foi denominado de

 

Vila Boa de Goiás.

 

Até o ano de 1749, Goiás não existia, o território pertencia à capitania de São Paulo, somente a partir dessa data que surgiu a capitania de Goiás. Os principais povoados e arraiais surgiram no momento da mineração, no século XVII, constituíam-se de núcleos urbanos instáveis e irregulares, o primeiro governante enviado à nova capitania foi Dom Marcos de Noronha (Conde dos Arcos).

 

A mineração em Goiás teve o seu ápice em 1750, de 1751 a 1770 a extração e exploração do ouro foi diminuindo drasticamente, do ano de 1770 adiante a mineração entrou em decadência, o que provocou o abandono de muitos povoados goianos.

 

O movimento de Independência do Brasil no século XIX não alterou o quadro social e econômico de Goiás, alguns grupos oligárquicos se destacaram durante o período imperial e permaneceram no poder até as primeiras décadas do século XX, como os Bulhões, os Fleury e os Caiado. No ano de 1818, por carta régia de Dom João VI, a Vila tornou-se Cidade de Goiás. 

 

Após a Mineração, a economia goiana no século XVIII e XIX passou a se dedicar mais às atividades ligadas à pecuária e agricultura. No século XX, Goiás desenvolveu a agricultura como principal atividade econômica. Porém, durante as três primeiras décadas desse século Goiás continuou atrelado à política oligárquica da Primeira República.

 

A Abolição da escravidão, em 1888, não alterou as condições de trabalho e de moradia dos escravos que viviam em Goiás. Aliás, a população de Goiás era constituída por uma maioria negra e uma minoria branca.

 

No século XX, a oligarquia dos Caiado tomou o poder político do Estado até a Revolução de 1930. Getúlio Vargas, que havia instalado a Revolução, monopolizou o poder e nomeou o interventor Pedro Ludovico Teixeira, que fazia oposição aos Caiado.

 

Um dos primeiros atos políticos de Pedro Ludovico foi executar a política de transferência da capital. Primeiro realizou um levantamento para escolha do local onde seria construída a nova capital, a região escolhida era próxima à cidade de Campinas (Campininha das Flores). Depois iniciou as obras da construção da nova capital, Goiânia, em 1933. A capital foi transferida por decreto no ano de 1937, selando o fim de mais de 200 anos da Cidade de Goiás como capital do Estado.

 

A construção da identidade cultural goiana foi sendo construída historicamente. O povo goiano foi muitas vezes rotulado, pejorativamente de atrasados, matutos, sertanejos, caipiras e outras coisas mais. Ouça as músicas que estão disponíveis a seguir:

https://youtu.be/fSW9vPs0Riw

 

https://youtu.be/YEwVnNpsJ-g

 

https://youtu.be/nftXu-yXy4c

 

Leia também o texto “GOIANIDADE”.

GOIANIDADE

Constituição histórica da identidade cultural do

povo goiano

no espaço geográfico que habita – o cerrado

com suas origens, crenças, lutas,

religiosidades, produção artística e seu trabalho.

Ser goiano é

trazer consigo o cultivo do solo,

o fazer do artesão com a fibra e o barro,

a caça e a pesca,

a expressão da dança,

a crença na espiritualidade - a cultura indígena

Somos Goyazes.

É a fé, a religiosidade,

as danças, a música e seus instrumentos,

os folguedos, as festas dos santos,

as cavalhadas, as congadas, as vaquejadas,

a folia de reis, o teatro folclórico,

a arquitetura, os doces – a cultura do branco europeu.

A musicalidade,

a dança aos sons dos tambores,

os cheiros e sabores da comida,

o artesanato de fibras vegetais,

o cultivo das plantas, das frutas,

as lendas e mitos – a cultura quilombola.

Na beira dos córregos e rios, surgiram os povoados,

as vilas, as cidades, as capitais.

A construção da estrada de ferro e de rodovias,

a “Marcha para Oeste”,

os movimentos migratórios,

pessoas de toda parte do mundo.

E de toda essa mistura nasceu o povo goiano,

da exploração do garimpo, das fazendas,

do cultivo do arroz, da cana de açúcar,

- garapa, cachaça, rapadura,

da criação do gado de leite e de corte,

dos temperos e sabores da culinária, da doceria,

das histórias contadas e cantadas, das cantigas de roda,

dos jogos sonoros, dos jogos de palavras,

das folias, dos tropeiros, das romarias.

O povo goiano traz em sua origem sertaneja o som do berrante,

do carro de boi, o galope do cavalo,

o manejo do gado, o calor do fogão a lenha,

o plantio do solo, o tecer no fiar,

o som da viola, a catira.

Com o tempo...

A exploração do cerrado,

os cuidados com a fauna e a flora...

As matas, chapadas, veredas,

serras, cachoeiras, mananciais,

águas hidrotermais - o ecoturismo.

O desmatamento, o florestamento, o

reflorestamento,

o agronegócio, a agroindústria,

as fábricas, as indústrias, as usinas,

o comércio internacional.

Nas rodovias cavalos, carroças,

carros e motocicletas dividem os espaços.

A caminhada ecológica, o rally dos sertões,

as corridas de mountain bike e motocross.

Nas cidades o show sertanejo, a festa de rodeio,

o funk, o rock, o hip hop, a folia, o carnaval

são marcas de identidade.

Nas memórias marcadas...

Pelos causos, contos,

pelas histórias dos escritores,

pela rima dos poetas e poetisas,

pelas pinturas e esculturas dos artistas,

pelas mãos do artesão

e do grafiteiro

A riqueza musical

diversos estilos,

inúmeros compositores

na apresentação das bandas, da orquestra sinfônica,

no tocar dos violeiros, na dupla sertaneja,

no canto de cada intérprete.


🔖ATIVIDADE DA AULA🎒

 Resolução das atividades impressas.

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