Aula 23 Goiás e a Música Sertaneja Atividade Avaliativa

TEMA: Goiás e a Música Sertaneja

 

Nossa aula foi:

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3ºC, na sexta-feira, 23 de setembro de 2022 aplicamos provasNa sexta-feira, 30 de setembro de 2022 realizamos o Trabalho Coletivo. Aula ocorrida na quinta-feira, 06 de outubro de 2022. 

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EIXO TEMÁTICO

Arte Goiana

 

HABILIDADE

Estimular a presença da arte e da cultura no ambiente educacional.

Estudar aspectos da música popular goiana.

 

OBJETOS DE CONHECIMENTO

Música goiana

 

METODOLOGIA:

O objetivo dessa aula é estudar sobre o estilo de música sertaneja, gênero musical que é o mais popular do Brasil.

Para tanto, será abordado, as diferenças entre a Música Sertaneja do passado e do presente com base no texto “Goiás e a música sertaneja”.

Será realizada uma atividade de apreensão musical com a utilização de aparelho eletrônico de conexão com a internet.

 

MATERIAL:

GOIÁS E A MÚSICA SERTANEJA

 

Meu Goiás que eu amo tanto / Que me inspira que me ensina / Oh lugarzinho bom de mulher! / Como são lindas essas meninas...

Goiás é uma das 27 unidades federativas (26 estados e um distrito federal), com 246 municípios, entre eles Goiânia a sua capital. Juntamente com os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal constituem a Região Centro-Oeste. O estado destaca-se por sua localidade central no Brasil, fazendo divisa com pelo menos um estado de cada região do país, exceto com estados da região Sul. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal (lembrando que foi o estado de Goiás que cedeu a área para constituição da nova capital federal), são os estados da região Centro-Oeste que o estado faz fronteiras. Na região Norte, Tocantins, na região Nordeste, Bahia e na região Sudeste, Minas Gerais também fazem fronteiras com o estado.

O estado possui 340.111,783 km², 3,99% da área total de nosso país (8.515.767,049 km2 ). O que representa que ele é o sétimo maior estado brasileiro em expansão territorial. Sua população, segundo último censo realizado (2010), é de 6.003.788 pessoas em uma dimensão de 190.732.694 pessoas, correspondendo a 3,14 % dos brasileiros (IBGE, 2011). Localizado no Planalto Central brasileiro, possui clima predominante tropical Aw segundo a classificação de Köppen, com estação seca de inverno, ou seja, com verão úmido e déficit hídrico no inverno. Possui vegetação típica do cerrado, em suas terras percorrem rios que alimentam três importantes Regiões Hidrográficas do País (Araguaia/Tocantins, São Francisco e Paraná).

A Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento de Goiás destaca o estado como a nona economia brasileira com um PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 97,6 bilhões (2011), segundo estimativa preliminar que representa 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Sua renda per capita resultou em R$ 16.251,70 em 2011. O setor de serviços (59%) é a atividade econômica predominante, seguido da industrial (27%) e agropecuário (14%), como mostra o PIB de 2010. A atividade agropecuária é marcante em Goiás, apesar de corresponder apenas 14% do PIB, o estado destaca-se como o 4º maior produtor de grãos do Brasil. Ele possui o 9º maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre os estados no país, índice medido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (PNUD - BRASIL), é de 0, 824 (2007), em um índice que vai de 0 a 1, o resultado é considerado elevado (GOIÁS, 2014; SANTOS, 2011)

Tendo em vista que o território não é homogêneo e guarda suas particularidades, Arrais (2004) nos dá uma pequena dimensão das regiões encontradas no estado de Goiás:

A região do Rio Araguaia recebe milhões de turistas anualmente durante o mês de julho, quando as águas baixam e formam lindíssimas praias. Também as regiões da Chapada dos Veadeiros e das águas quentes recebem muitos turistas, durante praticamente todas as estações do ano. Já o Sudoeste Goiano não recebe tanto turista assim, mas é conhecido como a região de maior produção de grãos de Goiás; e por causa da aglomeração de pessoas, a região de Goiânia não passa despercebida. O Noroeste Goiano, no entanto, tem sido mostrado constantemente nas manchetes dos jornais como a região mais pobre do estado de Goiás (ARRAIS, 2004, p. 29).

O cerrado representa mais que uma vegetação que predomina o território goiano, se constituindo como elemento insolúvel da identidade goiana, que é fruto da mistura da "mestiçagem maravilhosa", índio nativo, o negro africano e o branco europeu, com o meio, no caso o Cerrado (CHAUL, 2011, p. 49).

Nas palavras de Chaul (2011) ele deixa claro essa relação:

Compreender a identidade do goiano, esse ser do Cerrado, é uma forma de pensar melhor a ideia de um Brasil Central ou de uma identidade de Centro Oeste, unido, quem sabe, pela complexidade do sertão, pela possibilidade do Cerrado, ambientalmente falando (CHAUL, 2011, p. 49). Goiás possui uma rica cultura, que se recria sem perder sua originalidade e suas tradições. Povos do passado e do presente (indígenas, africanos, europeus e de sua miscigenação) se reuniram na formação do gentílico goiano (GOIÁS, 2013a).

Assim a cultura de Goiás se constitui da relação de tradições e hábitos dessas etnias com o lugar de Goiás. Do traçado da escrita de Cora Coralina à arte primitivista de Antônio Poteiro, Goiás manifesta sua arte. Arte em diversas formas, sabores do Cerrado, e batucadas de Congos e violas caipiras, resultam em uma diversidade de riquezas culturais que tornam o Estado de Goiás como um lugar único (GOIÁS, 2013b).

Segundo Carney (2007), muitas canções associadas com estados e províncias, foram e são utilizadas muitas vezes para promover o turismo e outras formas de desenvolvimento econômico, bem como para implantar um sentido de orgulho estadual ou provincial por aqueles lugares entre seus moradores. Algumas músicas que serão apresentadas nesse trabalho acabam "vendendo" bem a imagem do estado para fora e acabam também contribuindo para implementar um sentido de orgulho pelo lugar entre os moradores.

Observa-se que elas na maioria das vezes são compostas por cidadãos normais, ou seja sem vínculo com o governo do estado ou empresa que se ligue a ele, o que mostra-nos a autenticidade e o verdadeiro valor que esses "criadores" nos querem passar.

No dicionário Brasileiro Globo (1), e no dicionário Aurélio (2), encontramos a definição de "sertaneja" como "música do sertão"¹, "canção ou cantiga do sertão"², "sertanejo" como "do sertão ou relativo a ele; que vive no sertão; Silvestre; Rude;"¹, "que habita o sertão; Rústico[...]; Caipira."² e sertão como "Lugar inculto, geralmente afastado de povoações ou de terrenos cultivados" complementando com o dicionário Aurélio temos, "terreno coberto por mato , longe do litoral; interior pouco povoado; Zona pouco povoada do interior do Brasil [...]" (FERREIRA, 2001; FERNANDES, LUFT e GUIMARÃES, 2001).

Depara-se assim, com um estilo musical desenvolvido no interior do Brasil, ou seja, longe do litoral brasileiro, o qual é considerado o primeiro centro de cultura e desenvolvimento do Brasil e ainda hoje mantém esse título por concentrar as grandes indústrias, centros varejistas e meios de comunicações. Interior que muito tempo foi visto como modo "Jeca Tatu" de viver, ligado às práticas agrárias e a cultura caipira, apesar de possuir grandes cidades tais como: Belo Horizonte, Goiânia e mais recentemente Brasília.

Segundo Ulhôa (1999), a trajetória da música sertaneja no Brasil vem se caracterizando, primeiramente, devido a crescente internacionalização do gênero pela incorporação de ritmos e roupagens, da moda de viola à balada, da sonoridade caipira ao som orquestral por um lado e por outro, pela coexistência de modos de produção artesanal e industrial na produção e consumo local e comunitário ao lado da construção de modelos padronizados e de consumo massivo por outro. Isto é, a música sertaneja vem se massificando, como destaca Bastos (2009, p. 28), "ela é produzida no meio urbano-industrial, seguindo padrões da indústria do disco, feita para vender".

O estilo de música antes restrito ao espaço rural, povoados e pequenas cidades com função de abastecer o setor primário, invade os grandes centros urbanos. Segundo Ulhôa (1999), as variáveis externas se internalizam, incorporando-se, agregando algumas características do novo meio. Porém, nenhuma variável externa se integra numa situação se esta não tem internamente as condições para poder aceitá-la (ULHÔA, 1999). Em um espaço globalizado, apesar das influências externas, quanto mais se globaliza, mais particular e uno se torna, não se esquecendo de sua origem.

Ainda segundo a mesma autora (1999), levando a respeito as inovações que vão sendo introduzidas no gênero, podemos dividir a história da música sertaneja em três fases. A primeira fase de 1929 até 1944, como música caipira ou música sertaneja raiz; a segunda do pós-guerra até os anos 60 (fase de transição); e a terceira fase, do final dos anos 60 até a atualidade, como música sertaneja romântica. Mas recentemente a música sertaneja vem se desdobrando em um estilo mais jovem, o chamado "Sertanejo Universitário". Segundo Santos (2010, p. 160) "são músicas 'pra cima' como a moçada costuma dizer". Para Bastos (2009, p. 12), os adeptos do estilo “são artistas que fazem um sertanejo bastante pop (nos moldes mais atuais), no cenário atual e tiveram um surgimento relativamente recente".

Em uma reportagem do Jornal da Record, de emissora homônima, que foi ao ar no dia 31 de março de 2010 às 23h48 com o título "Música Sertaneja movimenta milhões no Brasil" da série especial "Novo Sertanejo, a paixão do Brasil", destaca a ascensão do estilo musical denominado de "Sertanejo Universitário", que antes nas grandes cidades o estilo era considerado cafona e brega e agora é moda. Mostrando que a música sertaneja vem movimentando a economia de forma direta e indireta, envolvendo diversos setores da economia, tanto o setor formal quanto informal, possibilitando o que para muitos era impossível: sobreviver da música. A reportagem finaliza com a frase "e o sertanejo de cara nova, ganhando dinheiro sim, mas não sozinho" (RECORD, 2013).

Autenticidade e espontaneidade são marcas dessa música, que por muitas vezes nos lembram de uma prosa entre compadres, histórias contadas, exaltação exacerbada que foram transformadas em canções, melodias que se confundem com poesia, letras trabalhadas ou apenas contadas e cantadas ou arranjos inovados da nova geração, esse é o sertanejo em suas diversas manifestações.

Na Constituição do Estado de Goiás (GOIÁS, 1989), a seção II refere-se à cultura (art. 163), onde “o patrimônio cultural goiano é constituído dos bens de natureza material e não material, nos quais se incluem:

I - as formas de expressão e os modos de criar, fazer e viver”. Dessa forma podemos considerar a música, em especial a música Sertaneja e a Caipira como patrimônio cultural de Goiás, pois elas se manifestam como uma das mais autênticas formas de expressão desse meio geográfico. Nela encontramos o mundo vivido das pessoas, no qual fica explícito o criar, o fazer, o viver "Eu sou assim", "eu vivo assim" e "eu faço assim", são expressões facilmente observáveis nessas músicas.


Assistir ao vídeo da música “Boiadeiro Errante”, composição de Teddy Vieira De Azevedo:

https://www.youtube.com/watch?v=oV5fsXU5lJU&t=58s


 

🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒

Registro no caderno dos pontos relevantes do texto trabalho em sala de aula.

 

Resolução de questões com base na música “Boiadeiro Errante”, composição de Teddy Vieira De Azevedo (responder no link abaixo):

 

Registre os trechos da música que mais lhe chamaram atenção.

 

Em quais pontos da música você consegue se identificar

 

Comparando com a Música Sertaneja da atualidade, quais diferenças podem ser identificadas nas músicas sertanejas do passado?

 

CLIQUE AQUI para responder as questões acima.


 

CLIQUE AQUI para visualizar as respostas apresentadas pelos alunos.

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