TEMA: Goiás e a Música Sertaneja
Nossa aula foi:
1ºA,
1ºB,
1ºC,
3ºA,
3ºB,
3ºC, na
3ºD,
EIXO TEMÁTICO
Arte Goiana
HABILIDADE
Estimular a presença da arte e da cultura no ambiente educacional.
Estudar aspectos da música popular goiana.
OBJETOS DE CONHECIMENTO
Música goiana
METODOLOGIA:
O objetivo dessa aula é estudar sobre o
estilo de música sertaneja, gênero musical que é o mais popular do Brasil.
Para tanto, será abordado, as diferenças entre a Música Sertaneja do passado e do presente com base no texto “Goiás e a música sertaneja”.
Será realizada uma atividade de apreensão musical com a utilização de
aparelho eletrônico de conexão com a internet.
MATERIAL:
GOIÁS E
A MÚSICA SERTANEJA
Meu
Goiás que eu amo tanto / Que me inspira que me ensina / Oh lugarzinho bom de
mulher! / Como são lindas essas meninas...
Goiás é
uma das 27 unidades federativas (26 estados e um distrito federal), com 246
municípios, entre eles Goiânia a sua capital. Juntamente com os estados de Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal constituem a Região
Centro-Oeste. O estado destaca-se por sua localidade central no Brasil, fazendo
divisa com pelo menos um estado de cada região do país, exceto com estados da
região Sul. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal (lembrando que
foi o estado de Goiás que cedeu a área para constituição da nova capital
federal), são os estados da região Centro-Oeste que o estado faz fronteiras. Na
região Norte, Tocantins, na região Nordeste, Bahia e na região Sudeste, Minas
Gerais também fazem fronteiras com o estado.
O
estado possui 340.111,783 km², 3,99% da área total de nosso país (8.515.767,049
km2 ). O que representa que ele é o sétimo maior estado brasileiro em expansão
territorial. Sua população, segundo último censo realizado (2010), é de
6.003.788 pessoas em uma dimensão de 190.732.694 pessoas, correspondendo a 3,14
% dos brasileiros (IBGE, 2011). Localizado no Planalto Central brasileiro, possui
clima predominante tropical Aw segundo a classificação de Köppen, com estação
seca de inverno, ou seja, com verão úmido e déficit hídrico no inverno. Possui
vegetação típica do cerrado, em suas terras percorrem rios que alimentam três
importantes Regiões Hidrográficas do País (Araguaia/Tocantins, São Francisco e
Paraná).
A
Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento de Goiás destaca o estado como a
nona economia brasileira com um PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 97,6 bilhões
(2011), segundo estimativa preliminar que representa 2,6% do Produto Interno
Bruto (PIB) nacional. Sua renda per capita resultou em R$ 16.251,70 em 2011. O
setor de serviços (59%) é a atividade econômica predominante, seguido da
industrial (27%) e agropecuário (14%), como mostra o PIB de 2010. A atividade
agropecuária é marcante em Goiás, apesar de corresponder apenas 14% do PIB, o
estado destaca-se como o 4º maior produtor de grãos do Brasil. Ele possui o 9º
maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre os estados no país, índice
medido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil (PNUD -
BRASIL), é de 0, 824 (2007), em um índice que vai de 0 a 1, o resultado é
considerado elevado (GOIÁS, 2014; SANTOS, 2011)
Tendo
em vista que o território não é homogêneo e guarda suas particularidades,
Arrais (2004) nos dá uma pequena dimensão das regiões encontradas no estado de
Goiás:
A
região do Rio Araguaia recebe milhões de turistas anualmente durante o mês de
julho, quando as águas baixam e formam lindíssimas praias. Também as regiões da
Chapada dos Veadeiros e das águas quentes recebem muitos turistas, durante
praticamente todas as estações do ano. Já o Sudoeste Goiano não recebe tanto
turista assim, mas é conhecido como a região de maior produção de grãos de Goiás;
e por causa da aglomeração de pessoas, a região de Goiânia não passa
despercebida. O Noroeste Goiano, no entanto, tem sido mostrado constantemente
nas manchetes dos jornais como a região mais pobre do estado de Goiás (ARRAIS,
2004, p. 29).
O
cerrado representa mais que uma vegetação que predomina o território goiano, se
constituindo como elemento insolúvel da identidade goiana, que é fruto da
mistura da "mestiçagem maravilhosa", índio nativo, o negro africano e
o branco europeu, com o meio, no caso o Cerrado (CHAUL, 2011, p. 49).
Nas
palavras de Chaul (2011) ele deixa claro essa relação:
Compreender
a identidade do goiano, esse ser do Cerrado, é uma forma de pensar melhor a
ideia de um Brasil Central ou de uma identidade de Centro Oeste, unido, quem
sabe, pela complexidade do sertão, pela possibilidade do Cerrado,
ambientalmente falando (CHAUL, 2011, p. 49). Goiás possui uma rica cultura, que
se recria sem perder sua originalidade e suas tradições. Povos do passado e do
presente (indígenas, africanos, europeus e de sua miscigenação) se reuniram na
formação do gentílico goiano (GOIÁS, 2013a).
Assim a
cultura de Goiás se constitui da relação de tradições e hábitos dessas etnias
com o lugar de Goiás. Do traçado da escrita de Cora Coralina à arte
primitivista de Antônio Poteiro, Goiás manifesta sua arte. Arte em diversas
formas, sabores do Cerrado, e batucadas de Congos e violas caipiras, resultam
em uma diversidade de riquezas culturais que tornam o Estado de Goiás como um
lugar único (GOIÁS, 2013b).
Segundo
Carney (2007), muitas canções associadas com estados e províncias, foram e são
utilizadas muitas vezes para promover o turismo e outras formas de
desenvolvimento econômico, bem como para implantar um sentido de orgulho
estadual ou provincial por aqueles lugares entre seus moradores. Algumas
músicas que serão apresentadas nesse trabalho acabam "vendendo" bem a
imagem do estado para fora e acabam também contribuindo para implementar um
sentido de orgulho pelo lugar entre os moradores.
Observa-se
que elas na maioria das vezes são compostas por cidadãos normais, ou seja sem
vínculo com o governo do estado ou empresa que se ligue a ele, o que mostra-nos
a autenticidade e o verdadeiro valor que esses "criadores" nos querem
passar.
No
dicionário Brasileiro Globo (1), e no dicionário Aurélio (2), encontramos a
definição de "sertaneja" como "música do sertão"¹,
"canção ou cantiga do sertão"², "sertanejo" como "do
sertão ou relativo a ele; que vive no sertão; Silvestre; Rude;"¹,
"que habita o sertão; Rústico[...]; Caipira."² e sertão como
"Lugar inculto, geralmente afastado de povoações ou de terrenos cultivados"
complementando com o dicionário Aurélio temos, "terreno coberto por mato ,
longe do litoral; interior pouco povoado; Zona pouco povoada do interior do
Brasil [...]" (FERREIRA, 2001; FERNANDES, LUFT e GUIMARÃES, 2001).
Depara-se
assim, com um estilo musical desenvolvido no interior do Brasil, ou seja, longe
do litoral brasileiro, o qual é considerado o primeiro centro de cultura e
desenvolvimento do Brasil e ainda hoje mantém esse título por concentrar as
grandes indústrias, centros varejistas e meios de comunicações. Interior que
muito tempo foi visto como modo "Jeca Tatu" de viver, ligado às
práticas agrárias e a cultura caipira, apesar de possuir grandes cidades tais
como: Belo Horizonte, Goiânia e mais recentemente Brasília.
Segundo
Ulhôa (1999), a trajetória da música sertaneja no Brasil vem se caracterizando,
primeiramente, devido a crescente internacionalização do gênero pela
incorporação de ritmos e roupagens, da moda de viola à balada, da sonoridade
caipira ao som orquestral por um lado e por outro, pela coexistência de modos
de produção artesanal e industrial na produção e consumo local e comunitário ao
lado da construção de modelos padronizados e de consumo massivo por outro. Isto
é, a música sertaneja vem se massificando, como destaca Bastos (2009, p. 28),
"ela é produzida no meio urbano-industrial, seguindo padrões da indústria
do disco, feita para vender".
O
estilo de música antes restrito ao espaço rural, povoados e pequenas cidades
com função de abastecer o setor primário, invade os grandes centros urbanos.
Segundo Ulhôa (1999), as variáveis externas se internalizam, incorporando-se,
agregando algumas características do novo meio. Porém, nenhuma variável externa
se integra numa situação se esta não tem internamente as condições para poder
aceitá-la (ULHÔA, 1999). Em um espaço globalizado, apesar das influências
externas, quanto mais se globaliza, mais particular e uno se torna, não se
esquecendo de sua origem.
Ainda
segundo a mesma autora (1999), levando a respeito as inovações que vão sendo
introduzidas no gênero, podemos dividir a história da música sertaneja em três
fases. A primeira fase de 1929 até 1944, como música caipira ou música
sertaneja raiz; a segunda do pós-guerra até os anos 60 (fase de transição); e a
terceira fase, do final dos anos 60 até a atualidade, como música sertaneja
romântica. Mas recentemente a música sertaneja vem se desdobrando em um estilo
mais jovem, o chamado "Sertanejo Universitário". Segundo Santos
(2010, p. 160) "são músicas 'pra cima' como a moçada costuma dizer".
Para Bastos (2009, p. 12), os adeptos do estilo “são artistas que fazem um
sertanejo bastante pop (nos moldes mais atuais), no cenário atual e tiveram um
surgimento relativamente recente".
Em uma
reportagem do Jornal da Record, de emissora homônima, que foi ao ar no dia 31
de março de 2010 às 23h48 com o título "Música Sertaneja movimenta milhões
no Brasil" da série especial "Novo Sertanejo, a paixão do
Brasil", destaca a ascensão do estilo musical denominado de "Sertanejo
Universitário", que antes nas grandes cidades o estilo era considerado
cafona e brega e agora é moda. Mostrando que a música sertaneja vem
movimentando a economia de forma direta e indireta, envolvendo diversos setores
da economia, tanto o setor formal quanto informal, possibilitando o que para
muitos era impossível: sobreviver da música. A reportagem finaliza com a frase
"e o sertanejo de cara nova, ganhando dinheiro sim, mas não sozinho"
(RECORD, 2013).
Autenticidade
e espontaneidade são marcas dessa música, que por muitas vezes nos lembram de
uma prosa entre compadres, histórias contadas, exaltação exacerbada que foram
transformadas em canções, melodias que se confundem com poesia, letras
trabalhadas ou apenas contadas e cantadas ou arranjos inovados da nova geração,
esse é o sertanejo em suas diversas manifestações.
Na
Constituição do Estado de Goiás (GOIÁS, 1989), a seção II refere-se à cultura
(art. 163), onde “o patrimônio cultural goiano é constituído dos bens de
natureza material e não material, nos quais se incluem:
I - as
formas de expressão e os modos de criar, fazer e viver”. Dessa forma podemos
considerar a música, em especial a música Sertaneja e a Caipira como patrimônio
cultural de Goiás, pois elas se manifestam como uma das mais autênticas formas
de expressão desse meio geográfico. Nela encontramos o mundo vivido das
pessoas, no qual fica explícito o criar, o fazer, o viver "Eu sou
assim", "eu vivo assim" e "eu faço assim", são
expressões facilmente observáveis nessas músicas.
Assistir ao vídeo da música “Boiadeiro Errante”, composição de Teddy Vieira De Azevedo:
https://www.youtube.com/watch?v=oV5fsXU5lJU&t=58s
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Registro no caderno dos pontos relevantes do texto trabalho em sala de
aula.
Resolução de questões com
base na música “Boiadeiro Errante”, composição de Teddy Vieira De Azevedo
(responder no link abaixo):
Registre os trechos da música que mais lhe chamaram atenção.
Em quais pontos da música você consegue se identificar
Comparando com a Música Sertaneja da atualidade, quais diferenças podem
ser identificadas nas músicas sertanejas do passado?
CLIQUE AQUI para responder as questões acima.
CLIQUE AQUI para visualizar as respostas apresentadas pelos alunos.
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