Aula 25 Gastronomia Goiana

TEMA: Gastronomia Goiana

 

Nossa aula foi:

1ºA, Clique ou toque aqui para inserir uma data..

1ºB, Clique ou toque aqui para inserir uma data..

1ºC, Clique ou toque aqui para inserir uma data..

3ºA, Clique ou toque aqui para inserir uma data..

3ºB, Clique ou toque aqui para inserir uma data..

3ºC, quinta-feira, 10 de novembro de 2022.

3ºD, Clique ou toque aqui para inserir uma data..

EIXO TEMÁTICO

Arte Goiana

 

HABILIDADE

Identificar as comidas típicas do Estado de Goiás e os Festivais Gastronômicos de Goiás para reconhecer a diversidade cultural goiana e do Brasil.

 

OBJETOS DE CONHECIMENTO

Festivais gastronômicos de Goiás

 

METODOLOGIA:

O objetivo dessa aula é estudar sobre aspectos históricos da culinária goiana.

Para tanto, nos serviremos de texto para desenvolver uma aula expositiva.

Será realizada uma atividade de apreensão dos termos e conceitos com a utilização de aparelho eletrônico de conexão com a internet.

 

MATERIAL:


https://www.youtube.com/watch?v=1xAXZ0kpC3g


RECEITAS GOIANAS

CLIQUE AQUI!


O HISTÓRICO DA GASTRONOMIA GOIANA

 

O Brasil é conhecido por sua miscigenação e não é apenas em sua população que ela se destaca. Conforme Cascudo (1983), a formação dos hábitos alimentares brasileiros iniciou-se pela miscigenação da culinária indígena, portuguesa e africana e, com o decorrer da história, englobou outras características por influência de diversos povos que para aqui migraram. Não há uma cultura alimentar brasileira única, pois em cada região do país desenvolveu-se uma cultura popular rica e diversificada, devido à influência de correntes migratórias e adaptações ao clima e a disponibilidade de alimentos.

 

No que tange à culinária goiana, temos a presença de alimentos típicos do Cerrado, como o pequi, a guariroba e o caju, além de preparações como pamonha, galinhada, empadão, arroz com pequi e o alfenim. Vários desses pratos típicos tiveram sua origem na cultura caipira. Todavia, de acordo com Arrais (2004), a transferência da capital de Goiás para a cidade de Goiânia, em 1933, alterou as práticas alimentares locais como consequência da modernização do Estado (figura 1).

 

 

Nessa perspectiva, como explicado por Naves (2002), a formação da comida goiana tradicional ocorreu nos séculos XVIII e XIX a partir da fusão das técnicas culinárias dos índios que aqui viviam, dos bandeirantes e tropeiros que chegaram em busca de ouro e dos escravos trazidos por estes.

 

Em Goiás, no século XVIII, havia cerca de 30.000 índios descendentes do tronco do Macro-Jê, da Família Jê e da Família Tupi-Guarani. Esses índios plantavam mandioca, milho, cará, banana, amendoim, batata doce, abacaxi, abóbora, fumo e feijão; além disso, coletavam pequi, bacaba, castanha, buriti, macaúba, mangaba, inajá, murici, pinhão, guariroba, pupunha, mel e açaí; caçavam porco, catitu, macaco, anta, tatu, veado, cutia, paca, tamanduá, jabuti e onça, além da pesca de peixes e tartarugas (ROCHA, 1998, P.22).

 

Desta forma, pode-se compreender a origem da implantação dos alimentos do Cerrado na gastronomia goiana, através dos ensinamentos da cultura indígena e também da plantação de verduras complementares e a coleta de frutos, como o pequi. Por meio da caça obtinham a carne de animais que também são típicos do cerrado, por exemplo, o tatu e o catitu.

 

Durante as Bandeiras, a alimentação dos tropeiros baseava-se na sua conservação e incluía farinhas, carnes salgadas, brotos e cachaça complementada com as caças e alguns alimentos colhidos de pequenas plantações. Conforme Cascudo (1983), com os bandeirantes vieram os escravos negros, a maioria provenientes de Angola, Congo, Moçambique, Guiné e a alimentação desses escravos era composta de angu de milho, toucinho e carne uma vez por semana, além de alguns produtos da pesca e caça que sobravam.

A alimentação dos escravos e dos bandeirantes era complementada com a coleta de frutos, segundo Baiocchi (1983), principalmente o caju. Entre as preparações mais comuns, estavam os doces com frutas e melaço de cana, mané pelado, cuscuz, mingau, curau, canjica e outras preparações com farinhas, preferencialmente de milho e que eram servidas para os bandeirantes.

Desta forma, pode-se notar que a alimentação goiana no período da mineração era bastante simples, composta de preparações cozidas e uma pequena diversidade de alimentos. Conforme Péclat (2003), o angu, frango com quiabo, feijão cozido e tutu de feijão eram as comidas cotidianas, e que pratos assados, como lombo, leitoa e frango eram comidas festivas, assim como empadão goiano. Ressalta também que na cozinha goiana o jantar era considerado a principal refeição, por finalizar as tarefas diárias, com exceção dos finais de semana, em que o almoço era a refeição mais valorizada.

 

Todavia, de acordo com Callefi (2003), no século XIX, a partir do estabelecimento da corte no Rio de Janeiro e da abertura dos portos às demais nações, principalmente as amigas de Portugal, iniciou-se a importação de produtos europeus, como azeitonas, queijos, farinha de trigo, vinho, entre outros, que possibilitaram a produção de pratos mais elaborados, como bolos, pães, pastéis e empadas, típicos da culinária portuguesa.

 

Pela colonização ter sido bem parecida e também pela vegetação ser a mesma, em sua grande maioria, alguns destes pratos também estão presentes na culinária de outros estados, principalmente Minas Gerais e Mato Grosso, como a carne de lata, a pamonha, o arroz Maria-Izabel, conhecido pelos goianos como arroz com carne seca, e a galinhada, que são preparações típicas da cultura caipira, comuns a estas regiões e que tiveram, inicialmente, as mesmas influências (FISBERG; WEHBA; COZZOLINO, 2002).

 

Mesmo assim, é possível perceber pelos relatos históricos que existe uma culinária goiana que se desenvolveu com a integração de alimentos característicos do Cerrado e um modo de fazer peculiar, podendo assim se diferenciar da culinária de outros locais.

Temos como exemplo o alfenim, como elucida Naves (2002), um doce típico e exclusivo da cidade de Goiás, preparado com açúcar e polvilho e modelado na forma de flores, animais e símbolos religiosos. De origem portuguesa, o alfenim teve seu preparo modificado, com incorporação do polvilho e a exclusão do mel à receita tradicional, dando ao doce uma característica diferenciada do original de Portugal.

 

Outra característica peculiar destacável na culinária goiana é a vasta utilização de pequi, guariroba, araticum, caju, baru, jatobá, cagaita, murici e buriti, que são alimentos de espécies vegetais típicas do cerrado amplamente difundidas na preparação de pratos típicos, sucos, licores e doces, sendo que o pequi e a guariroba são tidos como alimentos símbolos da culinária goiana (NAVES et al., 2002, P. 27).

Nessa perspectiva, a culinária goiana é extremamente variada e de uma composição ímpar, mesmo com alguns pratos comuns com outros estados. Contudo, os pratos típicos com a modernização e a globalização social se tornaram ainda mais modificados e receberam influências de outros países e, assim, novas versões.

 

A modernização da alimentação dos goianos, por meio das inovações tecnológicas agrícolas, permitiu que a sazonalidade de alimentos como o milho não seja mais um fator determinante de padrões do seu consumo, uma vez que sua produção ocorre durante o ano todo. Antigamente, segundo Borges (2003), a época de colheita do milho era festejada com as pamonhadas, reunião festiva para celebrar a colheita, indicando um período de fartura.

 

Outro fator relevante foi a inserção da mulher no mercado de trabalho, o que acelerou o processo de modernização da culinária, já que em Goiás, geralmente, as mulheres são as mantenedoras da tradição, com a transmissão dos saberes culinários de geração em geração e dos circuitos de reciprocidade feminina com a troca de receitas em demonstração de cordialidade. Conforme Ortêncio (2004) cabia às mulheres além da escolha do cardápio, o preparo dos alimentos, servir o marido e a família, organizar a disposição dos pratos e utensílios a mesa e garantir a presença de todos nos horários da refeição.

Apesar das mudanças ocorridas nas últimas três décadas, que foram resultado da urbanização e da adoção do estilo de vida moderno, como a incorporação dos hábitos de beber refrigerante, comer fora de casa e consumir refeições prontas, em detrimento de alimentos regionais. A modernidade alimentar está presente nos hábitos alimentares dos goianos, mas ao mesmo tempo convivem com práticas tradicionais.

🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒

Registro no caderno dos pontos relevantes do texto trabalho em sala de aula.

Nenhum comentário:

Postar um comentário